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Tecnologia Agrícola
Araçatuba: Investimentos no setor sucroalcooleiro podem significar nova expansão da cana

O retorno das atividades da Companhia Açucareira de Penápolis, a Usina Campestre, e a injeção de recursos nas usinas da Equipav Açúcar e Álcool, de Promissão e Brejo Alegre, podem fazer com que muitos produtores rurais voltem a investir no cultivo da cana-de-açúcar.
De acordo com o EDR (Escritório de Desenvolvimento Rural) de Araçatuba, em 2005 havia 156,3 mil hectares de área de canaviais na região. Esse número, em 2009, chegou a 267,3 mil hectares, crescimento de 71%. Até junho deste ano, a área de cultivo de cana-de-açúcar subiu para 268,8 mil hectares.
A direção da Equipav já anunciou que oferecerá incentivo para os produtores de cana que tiverem interesse em fazer o plantio do produto para entregar nas unidades instaladas em Promissão e Brejo Alegre.
DINHEIRO
Segundo o diretor superintendente das empresas, Luiz Paulo Sant´Anna, as empresas anteciparão recursos para os produtores fazerem o plantio neste ano e em 2011. Os valores serão descontados sem correção no ato da entrega da matéria-prima às usinas. "O valor em dinheiro irá variar de acordo com o contrato assinado com cada produtor", explica.
A iniciativa faz parte do plano de expansão da produção. A estimativa do grupo para este ano é de moer 9,6 milhões de toneladas de cana. No ano passado, as duas usinas juntas moeram 7,5 milhões de toneladas.
PAGAMENTO
Na última segunda-feira, a Equipav começou a pagar aos fornecedores de cana os valores devidos referentes à cana entregue nas safras de 2008 e 2009. A dívida das usinas com eles era de aproximadamente R$ 84 milhões.
Também na última semana, a Usina Campestre fez o pagamento total da cana entregue desde o início da safra, no dia 12 de junho, liberando cerca de R$ 3 milhões. Os fornecedores também estavam há quase dois anos sem receber pela entrega da matéria-prima.
Para o gestor judicial da usina, José Carlos Fernandes de Alcântara, o pagamento em dia dos fornecedores serve de incentivo para que voltem a investir na produção. Ele acredita que para o próximo ano deverá haver mais cana à disposição do que o necessário para moagem.
fonte: Folha da Região